ESPETÁCULO MULTIMÍDIA BUSCA ARQUÉTIPOS NO COTIDIANO
Febre, de Marcos Azevedo, é uma peça que assume riscos. Primeiro, o de se adequar à proposta multimídia do espaço GAG (Grupo de Arte Global), um amplo quintal-bar que desde maio se propõe a ser “um pólo agregador e irradiador dos novos cruzamentos da arte contemporânea”. Assim, sem ser uma vídeo-performance, inclui em sua narrativa projeções de animações de Gustavo Duarte Filho com videografia de Rodrigo Gontijo, criando um universo onírico.
Por outro lado, vai além da pesquisa de efeitos, propondo uma narrativa abertamente simbolista, que lembra o “Sonho” de Strindberg. Mistura de Alice e Hamlet, Diana (a intensa Roberta Youssef) faz uma jornada iniciática por seus traumas familiares, com fartas referências ao Tarô e a tragédias gregas. Com uma verve poética que transborda às vezes das imagens sintéticas, e um pouco repetitivo, o espetáculo se apóia no entanto no carisma do “Núcleo Dramax*” com grande sintonia com os “descolados” freqüentadores do Gag.
Marcos Azevedo, o autor-diretor, abre o peito sem medo para expor suas feridas pessoais, com a colaboração no texto de seu elenco, e procura tirar uma dimensão arquetípica da vivência um pouco fútil da jovem elite urbana. Um pouco ingênuo, um pouco hermético, pretensioso no bom sentido, é um espetáculo que visa alto, se permitindo errar. (três estrelas)
Por outro lado, vai além da pesquisa de efeitos, propondo uma narrativa abertamente simbolista, que lembra o “Sonho” de Strindberg. Mistura de Alice e Hamlet, Diana (a intensa Roberta Youssef) faz uma jornada iniciática por seus traumas familiares, com fartas referências ao Tarô e a tragédias gregas. Com uma verve poética que transborda às vezes das imagens sintéticas, e um pouco repetitivo, o espetáculo se apóia no entanto no carisma do “Núcleo Dramax*” com grande sintonia com os “descolados” freqüentadores do Gag.
Marcos Azevedo, o autor-diretor, abre o peito sem medo para expor suas feridas pessoais, com a colaboração no texto de seu elenco, e procura tirar uma dimensão arquetípica da vivência um pouco fútil da jovem elite urbana. Um pouco ingênuo, um pouco hermético, pretensioso no bom sentido, é um espetáculo que visa alto, se permitindo errar. (três estrelas)


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